terça-feira, 25 de março de 2008

Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. E se para você não é o bastante, então para mim tambem não é.

sexta-feira, 14 de março de 2008

A verdade é a frieza do mundo, é a podridão dos desejos, são as mentiras que a gente inventa para os outros e acaba acreditando. A verdade é que mais cedo ou mais tarde você será traído, porque todo mundo tem medo de viver a entrega. A verdade é que ninguém se entrega porque ninguém se tem. A verdade é que não estamos aqui, estamos em algum lugar seguro vivendo nossas vidas medíocres. A verdade é que todo esse perfume é vergonha de nossa essência, todas essas marcas são vergonha do nosso corpo, todo esse charme despretensioso é vergonha de nossas fraquezas. A verdade é que nada é inteiro porque até o inteiro para ser todo precisa ter seu lado vazio. A verdade é que não dá para fugir da dor, e eu continuo correndo, correndo, correndo e não saindo do mesmo lugar.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Sam: O que foi ?
Ian: Eu amo você.
Sam: Eu tambem amo você.
Ian: Quero dizer porque amo você.
Sam: Está chovendo sabe disso não é ?
Ian: Preciso dizer e você precisa escutar. Eu a amo desde o dia em que a conheci, mas não me permiti sentir isso verdadeiramente até hoje. Eu estava sempre um passo a frente, tomando descisões para me livrar do medo. Pelo que aprendi com você hoje cada escolha foi diferente,você mudou minha vida completamente. Eu aprendi que quando se faz isso vive-se intensamente, não importa se você tem 5 minutos ou 50 anos. Samantha se não fosse por hoje ou por você, nunca conheceria o amor. Obrigado por ser a pessoa que me ensinou a amar.
Sam: Não sei oque dizer.
Ian: Não precisa dizer nada, só queria dizer isso.
Sam: Obrigado.Vamos pra casa ? Não vem ?
Ian: Lógico.



if only.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Minhas vontades, sempre infinitas, passam muito rápido. E aí eu fico achando que eu não sei ter vontades. Que eu não mereço as minhas vontades. E me sinto sempre uma traidora prestes a desistir ou a enjoar de algo que nem deu tempo de acontecer. E aí fico com preguiça ou mesmo falta de coragem para ter novas vontades. Se elas vão passar, para que raios elas servem?

sábado, 8 de março de 2008

'Não sei se você já provou essa horrível sensação de haver feito uma coisa em vão. Talvez tenha saído de casa, debaixo de neve ou chuva, e ido à cidade a fim de comprar uma coisa que precisava com muita urgência e tenha dado com o nariz na porta da loja que fechou dois minutos antes. É o tipo de coisa irritante, e o que mais irrita é a nossa própria burrice. Pois eu estava com a desagradável impressão de que tudo fora inútil (...) fiquei com vontade de dar uma boa bofetada em mim mesmo, se bem que isso seria tão idiota que tornaria tudo ainda mais lamentável, mas resolvi me punir de outro modo, mesmo porque não me faltavam possibilidades, eu podia, por exemplo, me condenar a nunca mais ter qualquer coisa a ver com aquela garota, até o fim da vida, acontecesse o que acontecesse.'

sexta-feira, 7 de março de 2008

'Sobre a escada rolante, a TV, a música, a trufa, a carta, o apartamento, o shopping. Sobre a gente, sobre nós, sobre tudo.






'Passado remoendo a minha mente.

quinta-feira, 6 de março de 2008

É como se um rato estivesse roendo a minha alma, e de uma maneira tão imperceptível que até parece suave. Não estou mal e também não estou bem, a coisa preocupante é que 'não estou'.

quarta-feira, 5 de março de 2008

É difícil tentar escrever e dizer uma parcela mínima do que eu gostaria de dizer, com outra parcela de sentimento, que não sei se é possível passar por uma tela de computador com caracteres. O que iluminou toda minha mente, por um período de existência, é que você por tempos consideráveis fez parte de meu cotidiano idealizado, fez parte dos meus momentos de reflexão, calada, em qualquer canto do meu mundo platónico. O meu mundo foi você, eu pertencia a você...em mente. Em mente. Pois em mente, unicamente, você pareceu sempre existir para mim. Nos vimos poucas vezes consideráveis, porém, para mim inesquecíveis. Pensar em você, por muito tempo, me era algo necessário, automático. Quantos sonhos, quantos agradáveis sonhos, imaginei, nos imaginei, imaginei uma vida, uma vida nossa, em que ao acordar a vida parece mínima, e um balde de aguá fria vinha anunciar a realidade, como sempre a faz. Uma realidade anunciando que seu coração para mim, de fato nunca bateu a eu escutar, a eu sentir. Sempre só palavras, nada palpável, nada concreto, sempre só palavras... Só desejos, imagens, mundos distantes, dolorosamente distantes. Você fez em mim florescer uma imaginação que as vezes até se confundia com o real. Minha vontade de te ver, te abraçar, te abraçar na intensidade de quanto te quis, te beijar na constância do quanto tudo se fez inconstante. Isso tudo não é facilmente descartavel. Eu tentei enxergar as coisas de outras formas, mas não existem formas, não existe exatidão, não existem fórmulas. Nenhum texto basta, nenhum texto pode demonstrar metade do que realmente quem o escreveu queria demonstrar. Não houve dia sequer em que não citasse teu nome em assuntos como que observações, admirações ou desesperanças.E concluindo, mesmo sabendo que na realidade não existam conclusões, não existam nem princípios, nem meios, nem finais, entre tudo que algum dia senti e sinto por você, te digo que você foi meu medo, meu sonho, minha solidão, e que sorria pra você na certeza de que um dia te amei, ao longe, mas amei como se tivesse vivido por anos ao teu lado, sempre.Não peço nada de você, apenas quero que fique guardada com você. Que sem te ver, sem te tocar, sem estar perto por um período extenso, não houve dia sem pensar em você, sem gostar mais e mais, por mais distante que estivesse.
Enfim...saiba.